Patrocínio e Realização 

apresenta:

 

Pelejas Cordéis e Improviso!
 

 

 

 

 

Durante o mês de julho de 2002, o Centro Cultural Banco do Brasil ofereceu ao paulistano a oportunidade de assistir, gratuitamente, espetáculos que fazem parte da cultura nordestina dentro do projeto Entorno Cultural.
Durante todos os finais-de-semana do mês, ao ar-livre, gratuitamente, em frente ao CCBB, foram apresentados shows músico-teatral que misturam literatura de cordel, teatro, canções, aboios, pelejas e música repentista! Cada espetáculo teve a duração aproximada de cinquenta minutos.

 
O espetáculo, dirigido por Ivone Rodrigues, atriz, arte-educadora, diretora de espetáculos teatrais como De Repente, O Cordel e A Princesa e o Quengo nas Charadas do Destino e pesquisadora da oralidade popular e suas manifestações, traduzindo para a essencialidade do teatro, teve como elenco fixo César Obeid e Vavá do Bexiga. Nascido em São Paulo, capital, César trouxe o cordel e o repente para o teatro e para educação. Ator, arte-educador e recriador da poesia popular, ele é autor de textos teatrais apropriados da poesia popular, além de escrever folhetos de cordéis para crianças. Já Vavá do Bixiga é um poeta popular nascido na fazenda Curuduncum em Uauá, sertão baiano e, desde os seis anos de idade, animava festas juninas e vaquejadas, com a melodia do aboiador. Contador de histórias de cordéis e canções, tem diversos livros publicados, sendo ainda produtor do Programa Noite Real da Rádio Imprensa.
   
 
Além deste elenco fixo, PELEJAS, CORDÉIS E IMPROVISO!, teve em cada dia, uma dupla de repentistas convidados. O ponto mais forte das apresentações foi o desafio, que é a briga entre cantadores, como também, a pedido do público, os repentistas cantaram de improviso!
 
Sebastião Marinho e Andorinha cantaram sobre a morte de Patativa do Assaré e do Claudinho, da dupla Claudinho e Buchecha. Os motes foram: 

-" E morreu o poeta do Assaré 
Cantador imortal do meu sertão" (decassílabo) 

-" E morreu o Claudinho num acidente 

Mas a arte do rap continua"( também decassílabo) 

 
Passo Preto e Zé Francisco cantaram, em sextilhas, sobre o Índio Brasileiro e sobre o Rio São Francisco. 
 
Manuel Ferreira e Zé Luis cantaram o mote: 

- "É tamanha sua beleza 
que no meu peito não cabe" ( setesílabas) 

   
Leia o artigo da diretora Ivone Rodrigues sobre repente. AQUI! 
   
A xilogravura de divulgação deste espetáculo foi feita pelo gravurista Jerônimo Soares, filho de José Soares, o poeta repórter do Ceará.