Pé- De- Parede
 

 

 

 

Onde existe o repentismo de viola nordestino, ouvir-se-á dizer o termo "pé-de-parede, ou outras tantas vezes, "pé-da-parede". Dois cantadores fazem sua apresentação em bares ou casas de família e ficam por mais de quatro horas improvisando, em diversas melodias e cantando os temas propostos pela platéia.

A FORMA DE PAGAMENTO DO CANTADOR: A Bandeja

Tradicionalmente, os cantadores colocam uma bacia aos seus pés, o dono da casa, assim chamado o dono do bar ou quem organizou a cantoria, abre a noite colocando uma quantia na bacia, e este incentiva os convidados a pagarem também, quanto mais alta é a quantia que o dono da casa abre a noite, mais os convidados acompanham e vão pagando de acordo com os motes e canções solicitadas.
A melhor fonte de pesquisa dessa manifestação é o livro de Maria Ignes Ayala- No Arranco do Grito- Editora Ática. Ela faz um levantamento das cantorias tradicionais em São Paulo no início dos anos 80 e nos conta que até meados da década de 80 a cantoria era restrita a poucos bares do Brás e da Rua Augusta. Hoje notamos o repentismo em praticamente toda Grande São Paulo e capital. Calculo em média, 50 cantorias por final de semana realizadas em São Paulo, o que é um número muito animador, ou seja, o povo nordestino, distante da sua terra, ainda ama o som da viola e os versos improvisados.