Vários “Pintinhos Pelados”

Enviado por Andréa Nogueira  andnogueira@uol.com.br
Resultado de uma oficina no espaço “Viva e deixe Viver” – São Paulo/2008

É interessante notar como vários autores recriam uma mesma história de maneiras diversas. O Grupo está ótimo, parabéns meninas! Sigam sempre no caminho das rimas e versos!
Paz e sol, César Obeid

 

Seria ousadia tentar uma sextilha, considerando ainda as produções do grupo, assim creio não ser necessário nada além de:

"Em uma oficina bem humorada, um mestre sem igual, mostrou-nos um cordel pra lá de fenomenal. Não foi só a rima, tampouco as técnicas empregadas, mas a união das alunas, muito que mais que fascinadas... Em escrever, reescrever, compartilhar e alegrar, com o desprendimento dos sábios e o encanto dos anjos, o grupo em cordel adaptou livremente uma história engraçadinha, de Cristina Porto Pintinho Pelado- Ilustrações Ricardo Leite, Ed. ao Livro Técnico, 2005- De um Pintinho diferente, de pescoço peladinho que não se abateu com sua sorte, foi além criou moda e da falta de pena (inclusive de si), foi a luta, criativo e elegante.

Vejam nas sextilhas que seguem o exemplo, a elegância, a criatividade de uma turma que com ou sem pena faz a diferença".

 

Sextilhas da Turma

Várias possibilidades dos “Pintinhos Pelados”

Andréa, Renata, Stefania

Venham cá caros amigos
Vou puxar pela memória
Um causo ou um encanto
Para treinar a oratória
Na dúvida eu escolha
Narrar uma bela história

Foi naquele Sertãozinho
Bem num dia que choveu
A galinha Carijó
Do seu ninho ela gemeu
Esperava seu pintinho
E do ovo ele nasceu

No terreiro ele saiu
Passeando a cantar
Sem nem mesmo perceber
Suas penas a faltar
Seu pescoço peladinho
A bicharada a zombar

Desgostoso e cabisbaixo
Muito triste ele ficou
Caminhando bem perdido
Fio de lã ele encontrou
Depressa, depressinha
No pescoço ele enrolou

Mais seguro e faceiro
Chamou logo atenção
A echarpe bem vistosa
Causou grande aflição
Pra surpresa do pintinho
Foi total imitação

Sueli e Wal

Vou contar para vocês
uma história bem legal
que fala de um pintinho
que nasceu lá no quintal
ele era bem pequeno
pequeno como um dedal

Numa tarde bem bonita
com um sol amarelinho
a galinha cacareja
bicando o seu ovinho
numa grama bem viçosa
lá nasceu o seu pintinho

Com pescoço bem pelado
ele fica a chorar
todos riem do coitado
isto é mesmo de amargar
triste, triste o sem graça
todos ficam a zombar

Humilhado ele estava
muito,muito desgostoso
seu olhar desconfiado
caiu no fundo do poço
encontrou um fio de lã
enrolou no seu pescoço

Ficou muito elegante
o tal do amarelinho
os outros admiraram
o jeito do feinho
os amigos invejosos
imitaram o pintinho

Vocês viram meninada
como muda a opinião
ele era o mais feioso
e se tornou um bonitão
por isso minha gente
aprendam essa lição

Um toque especial da Wal

Demorei, mas consegui
Passar o e-mail pra vocês
Façam o mesmo com carinho
Cuidado, com o português
Dessa tal literatura
Acho que virei freguês

Com resposta especial da Renata

Wal Bom dia, foi legal!
Deste um show nesse cordel
Com rimas e melodias
Pra você tiro o chapéu
Dois dias de alegria
Um curso de menestrel!

Angela Adriana Carla Fabiana

A história vou contar
E o povo percebeu
Naquele dia de sol
Algo novo aconteceu
Um pintinho veio ao mundo
No quintal ele nasceu

Todos não acreditaram
Quando viram o pintinho
Que coisinha esquisita
Feio e bem pequenininho
Os amigos todos riram
Do pintinho peladinho

Andando no quintal
Uma lã ele encontrou
Achou que era uma minhoca
Porem ele se enganou
Quando viu que era verde
No pescoço ele enrolou

Todos riram do coitado
Ele até entristeceu
Com a lãnzinha no pescoço   
A mudança ocorreu
Todos logo observaram
E a modinha apareceu